Em sabatina, Maluf critica proposta de Marta para o metrô

O ex-prefeito de São Paulo e candidato às eleições deste ano pelo PP, Paulo Maluf, criticou as propostas da candidata petista, Marta Suplicy, em relação ao metrô na sabatina do Grupo Estado realizada nesta quinta-feira (9). Marta disse que construirá 47 quilômetros se for eleita.

Maluf disse que o metrô é responsabilidade do governo de São Paulo, e não da prefeitura. Além disso, disse que de 1968 a 2008 os prefeitos e governadores construíram 50 km de metrô – na verdade, a malha metroviária hoje é de cerca de 61 km.

“Vocês (imprensa) têm que desmascarar as mentiras do programa eleitoral gratuito. Ninguém vai fazer 47 quilômetros de metrô em quatro anos. Então ninguém vai fazer mais em quatro anos do que aquilo que foi feito em 40 anos, vocês têm que desmascarar”, disse. Para o candidato, a proposta de Marta para o metrô não passa de “rabiscos” em um mapa.

Maluf disse que a prefeitura pode auxiliar o governo a ampliar a malha metroviária, e citou como exemplo o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), que promete investir R$ 1 bilhão até o fim de seu mandato. “Mas metrô é de competência jurídica do governador. É como se ela (Marta) prometesse construir um submarino atômico e vocês acreditassem.”

A assessoria de imprensa de Marta informou que sua proposta prevê expandir 47 quilômetros até 2012 e 66 quilômetros até 2014. Segundo nota enviada, a candidata, se eleita, investirá R$ 2 bilhões em quatro anos com apoio do governo federal. “A ministra Dilma Roussef confirmou o apoio ao projeto apresentado por Marta. (…) A ministra também afirmou quem, em 2009, os recursos já estarão disponíveis por meio de financiamento. Caso haja excesso de arrecadação, também poderão ser utilizados recursos do tesouro”, diz a nota.

Maluf afirmou que o metrô da capital paulista começou a ser construído em 1968, quando a maior parte das ações ainda eram feitas pela prefeitura. Disse, em seguida, que embora o prefeito Faria Lima tenha inaugurado as obras, foi ele (Maluf) quem viabilizou o crescimento do metrô.

Apoios

O candidato disse que sua campanha é pobre e enfrenta dois candidatos financiados pela máquina – Marta, pelo governo federal, e Kassab, pela prefeitura e pelo governo do estado. “Geraldo Alckmin deve estar enfrentando algumas dificuldades”, ironizou. “Minhas campanha é pobre e estou enfrentando dificuldades, sim.”

“Quem tem a caneta tem mais facilidade de arrecadar, se alguém disser que não é assim não está falando a verdade”, declarou. “Não é toma lá da cá, é normal.” O candidato disse que foi o melhor prefeito de São Paulo. “Quem melhor construiu e fez essa cidade foi Paulo Maluf”, sustentou.

Na avaliação dele, o motivo de não conseguir se eleger para o cargo atualmente são os eleitores jovens. “Quem vai votar a primeira vez hoje tinha quatro anos. Tem que relembrar esse povo do que eu fiz e do que o que outros não fizeram”, afirmou.

De acordo com Maluf, o orçamento da prefeitura em sua gestão era bem menor do que atualmente, mas ainda sim ele fez mais por São Paulo que os prefeitos que o sucederam. “Fiz um desafio no programa eleitoral gratuito. Junte eles todos (Kassab e Marta) mais Alckmin (como governador). Eu fiz mais que todos na cidade de São Paulo”, defendeu.

Freeway

Ele afirmou que vai implantar a “Freeway”, com a criação de novas faixas expressas de tráfego nas marginais Pinheiros e Tietê. “Antes eu não tinha o orçamento, agora dá, se for eleito, me cobrem”, afirmou, entregando o projeto da obra a um dos jornalistas presentes.

Ao falar de sua prisão pela Polícia Federal, Maluf listou uma série de personalidades que também foram presas, dentre elas o líder indiano Mahatma Gandhi.

Prisão

Questionado sobre a razão de sua prisão ter sido diferente da prisão de outras personalidades, já que a PF o deteve sob acusação de crime contra o sistema financeiro (evasão fiscal), corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Maluf reiterou que foi perseguido por causa de suas obras e feitos.

A respeito de sua famosa declaração “Estupra mas não mata”, justificou que a frase foi dita num contexto, numa conferência em Belo Horizonte, onde dizia que o estupro era um crime hediondo, e que o estupro seguido de morte mereceria prisão perpétua. “Se tem alguém que adora defender as mulheres, é o Paulo Maluf”, argumentou, declarando que vive com a mesma mulher há 53 anos, tem duas filhas e oito netas.

Segundo turno

Em relação ao segundo turno, Maluf lembrou que o eleitor manifesta seu desejo apenas nos últimos dias antes do pleito. “Espero ir para o segundo turno e se for prefeito, na minha idade, aos 77 anos, quero ser o melhor”, destacou. Ao falar de segurança, disse que a área foi uma das marcas de sua gestão, citando a Rota. E disse que a instalação de câmeras na cidade começou em sua gestão.

Sobre o fato de aparecer pouco em seu programa eleitoral gratuito de televisão, justificou: “Tenho que mostrar dados”, referindo-se à constante comparação que faz entre o orçamento usado por ele durante a administração municipal de 1992 a 1996 e pelos prefeitos que o sucederam. “Não costumo atacar ninguém, costumo contar fatos”, defendeu.G1

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