Prefeito de Florianópolis falta a debate e é atacado

As críticas ao prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), que concorre à reeleição, marcaram o debate entre os candidatos à prefeitura da capital realizado na noite desta quinta-feira no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Berger, que lidera as pesquisas de intenção de voto, não compareceu ao debate organizado por estudantes de Direito do campus. Mesmo assim, a cadeira do candidato peemedebista e uma garrafa de água mineral foram mantidas no palco do auditório durante todo o evento.

Cerca de 700 alunos ouviram as propostas ¿ e críticas ácidas ¿ dos outros seis candidatos durante cerca de três horas. Logo na abertura, o candidato Afrânio Boppré (Psol) lamentou a ausência de Berger e destacou o escândalo da Operação Moeda Verde, que levou à prisão vários integrantes da administração municipal em 2007, acusados de negociar licenças ambientais.

“Queria que ele explicasse a vocês como conseguiu abafar o caso na Câmara Municipal”, destacou. “Essa é a maior vergonha que tenho de minha cidade”.

O petista Nildomar Freire acusou o candidato à reeleição de se “apropriar” de projetos elaborados pelo governo federal, se referindo às obras de saneamento realizadas no Maciço do Morro da Cruz, um dos bairros mais carentes da cidade.

“Ele anuncia o projeto como dele em sua propaganda, apropriando-se vergonhosamente de uma obra contemplada pelo PAC do Governo Federal”, disparou. “A propaganda é mentirosa”.

O candidato Esperidião Amin (PP) arrancou risadas da platéia quando usou seu tempo para fazer uma pergunta à cadeira vaga destinada ao peemedebista Dário Berger. “Eu quero perguntar ao prefeito, mas como ele não está, vou perguntar à cadeira”, afirmou, questionando a ausência do candidato. “Ele tem medo de ser avaliado por estudantes de Direito, que julgam e emitem opiniões”.

Joaninha de Oliveira (PSTU) afirmou que a ausência de Berger seria um desrespeito aos estudantes. Ela arrancou aplausos da platéia ao dizer que todos os candidatos que estavam ao seu redor eram “iguais”.

“PMDB e democratas estão juntos em várias cidades. É só atravessar a ponte que iremos ver o PT abraçado com o PP em São José”, afirmou. “Tem até caso de alianças entre PCdoB e Democratas País afora”.

Um dos momentos mais tensos do debate ocorreu justamente entre os candidatos do PCdoB e do DEM, Ângela Albino e César Souza Júnior.

A candidata comunista questionou a presença de caciques políticos na campanha do DEM, e fez referência ao regime militar. “Como você consegue pregar o novo na política estando aliado ao Jorge Bornhausen?”, disparou. “Você não sabe o que aconteceu na ditadura?”.

César Souza, de 28 anos, defendeu-se alegando ser jovem e não ter vivido o período militar, mas destacou que brigas políticas estariam enfraquecendo o debate.

“Em todos os partidos existem pessoas que realizaram coisas que não concordamos”, disse. “Tenho orgulho de ter o Bornhausen como um dos líderes de minha legenda, mas essas brigas acabam deixando de lado a apresentação de propostas”.

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